Manuscrito: Ramiro Torres

Pasou, non hai moitas datas, por esta bitácora, o poemario Esplendor arcano, do poeta coruñés Ramiro Torres, quen xa antes espallara composicións en diversos blogues como A fábricaA fábrica da preguiçaO levantador de minas ou na páxina do Grupo Surrealista Galego, alén de facelo no seo das revistas Poseidónia e Agália.

        No que se refire aos hábitos de escrita Ramiro Torres afirma que “escrevo habitualmente no computador ou bem mesmo no telemóvel, em Notas, para logo passá-los ao computador e dar-lhes o toque final. Isto levo-o fazendo desde há anos, antes obviamente usava o papel, ainda que a versão definitiva dos poemas dava-lha também no computador”.

     Hoxe é un pracer traelo aquí outra vez, neste caso coa versión manuscrita dunha composición realizada ad hoc para esta bitácora. Algo que moito aprecio e agradezo (abaixo pódese ler a transcrición do poema).Para o Ramón Nicolás.

 

O poema acolhe

círculos solares,

animais fragmentando

a estrutura do silêncio

com o seu bafo azul,

gritando os nossos nomes

despossuídos do metal louco

que escurece o mundo.

O nosso trabalho último

é aquecer as palavras

com o sangue da luz,

levantar no tempo ilhas

redondas entre os músculos

da ternura, como passageiros

fascinados por uma razão

sonhante, no equilíbrio

perfeito de sons na alma:

desnudos e ousados na

viagem definitiva até o olho

fulcral do céu interior.

25 de Dezembro de 2012.

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